segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

" Maybe tomorrow "

" Então talvez amanhã eu encontre meu caminho para casa "


A tristeza que permanece nas nuvens cinzas de sempre
não se compara com os teus sorrisos
e esses sorrisos não se compram
esses sorrisos não se comparam nem com o céu.
E me liberto quando os vejo
no seu rosto nu.

A vida pode ser bela contigo
eu sei
e os avessos só avessos
adversários do presente.

Eu não posso estar errado
o mundo sim
e se for o contrário
não ligo
desligo.

A brisa se faz quando te vejo dançar
quando te vejo, me vendo
vento leve que nos leva, lento
um oceano de sentidos, sentindo
nosso próprio tempo, todo nosso, só nosso.



" Então talvez amanhã eu encontre meu caminho para casa "



Ígor Andrade

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2 comentários:

Pavitra disse...


esse me lembrou de um filme lindíssimo: "o caminho para casa"...

gostei!

Pan y vino disse...

Muito bom o texto, essa possibilidade de a pessoa querida fazer-nos esquecer das coisas cinza fica patente no verso final: não há pressa para voltar pra casa(família, instituição), quando temos como lar a outra pessoa.