sábado, 13 de dezembro de 2008

Latente

Em meio a crise
nas faces pálidas
nascendo em asas
o embrião sem fim.

Mundo ao avesso
que morre em vida
vivo as crisálidas
e os vôos em mim.


Ígor Andrade

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4 comentários:

Pavitra disse...


lindíssimo, ígor!
adoro as latências, especialmente as poéticas...

Cosmunicando disse...

belo, belo.

Tata disse...

Os vôos dentro de si mesmo costumam ser ótimos e a gente sempre descobre uma faceta nova dentro da gente!

bjus

passarocalado disse...

voar e voar...dentro de si então!
Quem tanto voa...acaba se encontrando!Ou será se perdendo???

eis que perdei-me-ia nesses desatinos...

saudações transloucadas caro colega cão.