quarta-feira, 15 de abril de 2009

Vivo (?)

Minha arte
é pensar.
O que vem depois
no papel
não é arte
é morte.



Ígor Andrade

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11 comentários:

Rafael Perfeito disse...

Graciliano Ramos ficaria orgulhoso.
Você tem o que pare ele era a maior qualidade, e dificuldade, do escritor:

palavras enxutas.
Idéias gigantes.

Cosmunicando disse...

clap, clap, clap... caríssimo, você se superou. Essa vou roubar pra barra lateral do meu blog, com os devidos créditos, ok?
simplesmente fantástico =)
abração

Pequena Poetiza disse...

no papel a gente dá vida e morte a arte ao mesmo tempo
ela ganha corpo
mas no momento em que a instauramos deixamos de deixá-la ser diversas coisas para se ruma só...
mas no fundo a gente q pensa
pq quem lê pode fazer dela o que quiser
é daí que sai vida

beijos

S.L. disse...

Morte do que pensas, mas nascimento para quem o lê. Nascimento de novo pensamento alheio, de quem sente cada letra transcrita. Beijo.

Deise Anne disse...

perfeito!
enquanto o poema é uma inquietação interior ele esta vivo, pulsante. qdo cai no papel é morto, virou passado.

parabéns, Ígor! linda reflexão.

passarocalado disse...

pensar é tão vasto...mergulhar no infinito de seu íntimo.Serão as palavras no papel são o seu fim?

=***

(marta selva) disse...

to aqui pasma.
pensando sobre isso.. de q a arte que nasce em mim eh vida.. mas depois q eu expresso ela...e deixo ela presa num papel...ela morre.

poxa
parabens.
to aqui de boca aberta...
;*

Compulsão Diária disse...

Isso mesmo. Somos condenados a pensar. Alguns pensam sob forma de poemas. Vc, por exemplo.

Nana Psico disse...

Ah, ADORO, sempre!

glória disse...

essa pulsão que deságua para um depois desconhecido, um vácuo habitado por centelhas de criação, homem belo de poesia, bjs

Patrícia Lage disse...

Penso que o papel é um berço: coloca sua arte ali, recém-nascida, para que seja embalada, para que cresça, e percorra outras posses e viva em todas as partes.

Há mais vida na morte do que imagina.

Meu beijo.