quinta-feira, 23 de abril de 2009

Sem lua

Tenho um lobo
no peito
faminto
não minto
uivando selvagem
sem dono
sem sono
de passagem
querendo morrer.



Ígor Andrade

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10 comentários:

glória disse...

que esse lobo possa uivar e tocar ouvidos de janelas fechadas, que esse lobo corra entre matas e encontre presas capazes de matar sua fome, que esse lobo viva seus desvarios. Que ele viva!

Nadine Granad disse...

Adorei!
Rápido, dinâmico e não menos profundo!
Gosto desses poemas curtos, com musicalidade... forma e conteúdo sem distinção...
Parabéns!

Yussef disse...

Esse é o lobo da vida.
Com ele não tem rodeios, vai direto ao ponto.

Abraços

Raissa Santiago disse...

Adorei seus escritos,mas eles são rápidos,curtos,e diretos.
Bons muito bons.
Bjs!

Ston disse...

e se morre, mata.

Lou disse...

Associo lobos à liberdade.

Abraços,
Lou

nina rizzi disse...

é ótimo. e há tantos lobos pla internet. veja quanta beleza
: ciscozappa.blogspot.com

beijo :)

Compulsão Diária disse...

Lobo poesia faminta. contida e imensa, Igor

BAR DO BARDO disse...

los lobos...

há muito de humano neles.

Pan y vino disse...

Mas a morte, para esse lobo faminto q bate em nossos peitos de escritores, é a transcedência. Esse lobo faminto é o poema q uiva em nós por dentro e q quer devorar quem lançar os olhos (c/ alma) sobre ele. Então, morre-se e devora-se a cada poema lido!