terça-feira, 2 de março de 2010

Relativo ao sem jeito (ou real ativo no sujeito)

São nessas horas caladas
que me dizem tanto
que passo a odiar também
e odiar tão bem
além de mim
toda essa minha subjetividade.



Ígor Andrade

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2 comentários:

Henrique disse...

o problema é que quando calado ainda falamos. só que inventaram um tal de eu, eu penso, eu isso, eu aquilo. e o pensamento corre gritando

Danilo de Abreu Lima disse...

igor,
sempre conciso e incisivo nos teus poemas- e inventivo- m,ais do que nunca- é preciso semepre amar, cortejar e lapidar a palavra- e perseguir o poema como quem conquista a presa- Grande, valeu!
danilo.