sexta-feira, 10 de junho de 2011

A quimera me olha de perto

Acordo desorientado.
Na verdade nem sei
se estou mesmo acordado.

Escrevo no automático
porque me falta um manual.

E me falta tanta coisa...
O sono tranquilo
por exemplo.

Não entendo o que sonhei.
Ponto!

Acordo sem direção
desequilibrado
e preciso de café.

(Aliás, preciso de café toda hora.
Mas poderia ser cerveja também.
- O alter-ego que escreveu isso.)

Na tevê
vejo um sujeito
praticando uma pesca tribal
tão primitiva quanto o nome da ilha
que o próprio se encontra:
Ilhas Salomão.

A beleza do lugar
vale antes mesmo
do poeta acreditar
nas façanhas da tribo local.

Vou dizer uma coisa:
Pescar o peixe mais veloz
com arco e flecha
é um troço absurdo.
Pescar tubarão com uma linha apenas
é um completo desatino.
Mas contra-senso mesmo
é o sujeito acordar
e sentar na frente dum computador
pra falar com gente que não responde.
(Ou com gente que não se importa.)

Na madrugada
sou uma ilha
mesmo.

Pescar poesia
é mais fácil
quando se tem fome
e solidão.



Ígor Andrade

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4 comentários:

Lara Amaral disse...

Eu me importo. =)

Ígor Andrade disse...

Pelo menos você, Larinha!

Andressa disse...

Epa, eu respondi, rsrsrs.
Pescar tubarão com linha, isso sim é uma façanha...

Ígor Andrade disse...

Pelo menos você também, Dessa! rs