sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Oito

Sorriso cheio de entardecer
que é nosso
em qualquer lugar
de qualquer forma
no qualquer longe.

Tudo deste dia
é o tudo que preciso
de um tudo todo
que me faz buscar
o inatingível
no infinito.

Há muito tempo
me sentia vazio
neste horizonte
mas neste hoje
antes da noite
o inalcançável
é perto.

Em algum céu
um certo sol
se põe
na sua boca.



Ígor Andrade

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6 comentários:

Bia disse...

Que lindo, como tudo o q você escreve!
Sempre me emociona com suas palavras tão certas e que se encaixam tão bem ao ponto de me deixarem abestalhada. rs

Que venha o "Nove"...

:D:D:D:D

Nadine Granad disse...

ºº


... O oito é contínuo...
Aaaa... tão ilimitado quanto as reticências!...
Viajei... e gostei de viajar com seu poema!

Abraços!

Nadine Granad disse...

“Escrevendo sempre descubro um novo pedaço de infinito” - Guimarães Rosa.

Agora sim ;)

Abraços!

Fabio Rocha disse...

Lindo, lindo final de poema! E belo sentimento. Abração, brow

Renata Bezerra disse...

Lindo e perfeito.
Como o infinito.

Beijo.

S.L. disse...

O oito, deitado, é infinito.. assim como o sentimento. Beijo meu.