terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Açoite

Dia
dia
dia
adia o tempo.
Há dias
que eu não
parava em mim.

Corria em mim
na sombra
do eu mesmo
noite
noite
noite.



Ígor Andrade

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8 comentários:

Camilla Andrade disse...

Porém, há madrugadas, por entre os meios.......

Indelével disse...

às vezes eu corro de mim...

Fabio Rocha disse...

Nossa, esse eu achei genial, meu amigo. Um dos melhores de toda a sua obra, que acompanho com gosto (e muito me inspira, aliás). ;)

Abração

Cosmunicando disse...

que bela construção... o açoite quase pode ser ouvido.
o Fabio tá certo, ficou genial!
abraço, poeta!

Rafael Perfeito disse...

Que imagem!!!
Risos.
O ano passado, inteiro, eu corri na sombra do eu mesmo.
Esse ano, eu adio o tempo.

Muito bom!

S.L. disse...

Adorei a construção! Além de ler é bonito de se ver! Beijos!

Ju Fuzetto disse...

Perfeito!!!!

adorei!!!

Liquificadorizando disse...

Adiando até quando?

Adorei teu texto e coloquei um trecho no meu blog

http://alexandraperiard.blogspot.com/2010/02/adiando-ate-quando.html

Beijos.