segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Ubiquidade

Neste todo céu alaranjado
com um tempo de folhas paradas
no calor do que é memória
esquecendo o que é mentira
gozando no quarto úmido escuro
uivando em cima de cada muro
me torno um bicho na fertilidade
cruzando com a teimosia plena.

Vivo para cada mulher que é uma só
a mesma que antes seria a de depois
na dança de corpos suados quando
ouço violinos que cortam o silêncio
e carrego uma tempestade no peito
violentando a alma de um sujeito
que persegue o sonho do dia seguinte
para tentar não enlouquecer
na ausência de dormir em paz.



Ígor Andrade

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3 comentários:

Fabio Rocha disse...

"Vivo para cada mulher que é uma só
a mesma que antes seria a de depois"

Nossa, p-e-r-f-e-i-t-o esse trecho! Belo poema no todo também.

Abração, irmão

Cosmunicando disse...

sensacional, poeta!
inspiradíssimo, inspiradérrimo.

Isabel disse...

Perfeito!!!!!

Estas palavras me fizeram lembrar um passado que ficará em memoria indelével!!!!

Bjs