sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Carboximetilcelulose sódica 0.5%


Lacrimeja, olho, lacrimeja.
Porque o que a minha alma almeja
não tem fim.

Enquanto meu olho não cura
o meu dia mal dura
e tento afastar todos de mim.

Lacrimeja, olho, lacrimeja.
Que minha poesia toca o que quero.

Lacrimeja, olho, a lágrima que seja.
Embaça em mim a peleja
mas transpareça aquilo que espero.



Ígor Andrade

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Um comentário:

Lara Amaral disse...

Excelente, amigo! Sempre um prazer te ler.

Abraço.