sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Sala grande

Um poema de segunda (20/09/2010).

A poesia me salva
do tédio.

Estou sozinho em casa
também estou sozinho
no prédio.

Silêncio e lentidão
os mitos da síndrome do pensamento acelerado
no chão.

Me encontrar
é tão preciso
e precioso
quanto necessário.

Vasculho o prazer do ócio
obscuro e escondido
vasculho no armário.

Sinto o tempo que anda sobrando.
Sinto o sabor da sobremesa.
Qualquer coisa que tente me apertar eu empurro de volta.
Qualquer coisa que eu diga nesta hora
é pura e completa franqueza.



Ígor Andrade

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Um comentário:

Marcio Nicolau disse...

Sim, a poesia salva, sobretudo quando dialoga com a poesia alheia.