segunda-feira, 25 de maio de 2009

Mata dor


Acordo...
com o olhar calmo
de um assassino.

Estou frio
como o tempo molhado
e rio.

O sol, que eu cego, não vi
já se foi
com o meu calor.

A rua vazia provoca
cores no escuro
dentro de mim.

Parece que estou morto
sobre a terra que vai acabar.
Ou acabou.

Espero que a calma permaneça
mas, acima de tudo
que algo nasça e cresça
e que eu não mate ninguém.



Ígor Andrade

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3 comentários:

james p. disse...

Parabéns pelo poema.Gostei muito,assim como dos outros.Grande abraço.

nina rizzi disse...

des-esperando?

Patrícia Lage disse...

Se fosse só vida que se matasse...

Lindo poema,
lembrou-me as cartas do Leminski. Leminski de novo!
=)

Meu beijo pra você.