segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Dois mil e nove

Para começar dois mil e nove
nada em volta se move
mas que eu me renove
e reinvente
porque por mais que eu tente
acabo por acabar com o que me envolve
sujeito bobo
sem jeito, ogro
inconsequente.

Espero tudo se inovar de vez
e pro mal que alguém me fez
desejo paz, ao invés
do bem do inferno de vocês.

Que venha dois mil e dez.


Ígor Andrade

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5 comentários:

Cosmunicando disse...

gostei, rimou os desejos em generosidade =)

Déa Paulino disse...

E ficou muito melhor do que eu imaginei.
Que seja um ano da velha vida sempre repleta de novas realizações.
Abracinho!

compulsão diária disse...

que venham rimas sutis lindas, internas, abertas em dez, dez milhões todas desiguais;)

Pan y vino disse...

Um poeta nunca é um sujeito bobo, a menos q seja o "Bobo" do romance do português Alexandre Herculano( o herói anônimo de uma nação), o poeta pode, enfim, ser um ogro, mas não inconsequente. Lindo texto; feliz 2009.

S.L. disse...

É, nosso anseio é senão a renovação. A vinda da paz. A personificação da alegria.
Um beijo meu amigo. E um excelente 2009 para todos nós.