segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Do que não muda

Andei
andei
andei.

(E quis tanto
as mãos e o céu
que esqueci do corpo
num instante morto
em vão o sono e o mel.

E fiz pranto
no prato e no papel
só entendi que solto
um lamento e pronto
solidão veraneia o fel.)

Andei
andei
e andei
sem sair do lugar.


Ígor Andrade

__________________________________________________________________

Um comentário:

S.L. disse...

Andamos na busca de nós mesmos... Achou?
Meu beijo.