sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Sobre a tua dúvida, irmão.

Eu sei que tua dúvida te incomoda
Mas ela não é nada demais
Uma dúvida é qualquer coisa
Que ora te leva no vento
Ora esse vento te traz.

Duvidar é para pensadores
E não precisa ser o mais sábio
O que te intriga é pensar nas dores
Que te limita o tempo hábil.

Eu duvido de muita coisa
E tu deves duvidar de alguém
Só sei que duvidar já é o primeiro passo
Duvidaremos, assim, da dúvida também.


Ígor Andrade

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3 comentários:

Jão disse...

Belo texto, muito legal o jogo de palavras.
Abraço.

Patrícia Lage disse...

A dúvida me faz exatamente isso também, me leva e me traz com o vento. Viro marionete fácil, ando em círculos, vou e volto infinito. A dúvida nos tira, é fato, intransitivamente.

O poema é lindo! Muito bem construído, estruturado. Vou sugerir uma antologia qualquer dia desses... rs!
Meu beijo.

passarocalado disse...

Acho que isso foi pra alguem que conheço né...
Aaaaaaaaaah dúvida cruel!