quarta-feira, 3 de agosto de 2011

So(l)zinho

Amanheço
com esta coisa
inexata
no peito.

Meu corpo
parece um abismo.
(Se me deixar cair
caio em mim?)

Vejo o sol subir
e o desejo de acordar
descer.

Levo muito tempo
muito mesmo
para digerir a solidão.

Onde estão
as pessoas que amo
neste mundo?



Ígor Andrade

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2 comentários:

Natalia Campos disse...

Também me pergunto onde estão as pessoas que amo.

Belo poema! Beijos, querido.
Au revoir.

Webert Gomes disse...

Se falar adiantasse, não teria escrito. Calo-me. Porque a solidão do dia que se diz iniciado contesta minha ausência nele mesmo.