quinta-feira, 19 de julho de 2012

Parafraseando Erich von Däniken



Indefinidos vultos de gigantes abobalhados.
Sussurros circulando pelo ar frio.
Irreconhecíveis macróbios 
comodamente sentados no chão
carregando fardos onerosos
apoiados em bustos vazios.
Sombra de coqueiros 
que assombram qualquer fruto.
Vozes que nada dizem.
Tudo estruturado demais.
Tudo estranho de menos.
Nada como antes.
Imaginação de imaginar finitudes.
Tempo sem noção de tempo.
Passo que alcança o espaço.
Inteligência sideral etérea.
Semelhantes e diferentes
deuses de uma tarde
que não passa.




Ígor Andrade

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Um comentário:

Angélica Lins disse...

Dia errado pra eu ler teu texto.
Não pelo texto.
Por mim.
:/


Abraços...