quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Tipo o quê?



Existir e encontrar
algo que valha a pena.


Um objeto ou coisa que serve 
ou se usa para produzir outro 
igual ou semelhante.


Um ego e um eco
na última prateleira da estante.
Instante da criação.


Tipo semente.
Tipo tu ou eu.
Tipo o que alguém esqueceu.


Ou tipo nós.


Tipo o laço.
Tipo o cansaço
da madrugada.


Tipo tudo.
Tipo nada.


Tipo a palavra amada.


Para cada tipo de algo
eu vejo uma nova percepção.


Percebo os tipos de sujeitos
antes de perceber predicados.


Existir e encontrar
algo que não seja poesia
é muito difícil pra mim.




Ígor Andrade

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2 comentários:

Natália Campos disse...

Tem bom senso ao perceber os tipos de sujeitos antes de perceber predicados. Quanto a existir e encontrar algo que não seja poesia, é muito difícil pra mim também, maninho. Muito mesmo!

Cuide-se, fique bem. Estou com saudades. Vê se não some! De sumiço, basta eu. Beijos. Amo você!

Karla disse...

"Existir e encontrar
algo que não seja poesia
é muito difícil pra mim."

Ainda bem, Ígor, assim pode sempre nos com suas primorosas poesias... Parabéns.