quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

A praia perto (Natal, sexta-feira, 02/12/11)



Aqui de frente pro mar
e de costas pro mundo.


(E antes que um imundo
me venha com um trocadilho barato,
indico cerveja barata
e talvez Freud
e talvez cocaína,
porque sou um imbecil
que fala do que não conhece...)


Aqui nesta varanda
compreendo os anos
que estão por vir.


As ondas
vêm
e vão...


Um casal no calçadão
finge esquecer do mundo 
(também).
O mundo finge esquecer
de nós.


O abismo entre ser
conhecedor
de alguma dor
e não conhecer
dor alguma.


A cor da noite
que lembra o lar.


O mar.
Amar.
Qualquer nós.


Mais uma cerveja
porque minha casa
é onde escrevo.




Ígor Andrade

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2 comentários:

Natália Campos disse...

Fique bem, mano. É só o que te peço! Beijos, amo você.

Marcelino disse...

Parafraseando o Barão Vermelho: Mais uma dose? É claro que quem gosta de poesia está a fim.