segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Resistência



Antes do fim do dia
- um pouco depois de acordar -
tudo é espanto.
Hoje na gruta das vaidades
o grito é um pranto.
Prato pronto 
de quem se acostumou com sofrimento.
A agonia é a poeira do dia
que inspira o espirro.
Mundo sujo!
Não posso me perder
sobretudo em mim.
Sou o que tenho
em unicidade catastrófica.
Permaneço entre o meu nascimento e a morte.
Meu norte é qualquer lugar.




Ígor Andrade

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Um comentário:

Natália Campos disse...

Fique bem, meu irmão. Saudades! Beijos.