sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Avenida Beira-Mar


Na beira-mar
reaprendi a andar
(reaprendi a amar)
beiro a serenidade
no salgado cheiro do ar.

As pernas doem mais que o peito
e vejo muito mais além da minha miopia.

Meu estado
é um litoral calmo
de vida preservada
de ida e volta
alimentada por um desejo único
de conseguir.

As ondas que quebram perto
sou eu longe daqui.



Ígor Andrade

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2 comentários:

Pan y vino disse...

O perto e o longe, e o quebrar das ondas num litoral que é todo o homem soaram magníficos, parabéns, cara!

Cris de Souza disse...

Até senti a maré...
Lindo !