domingo, 7 de abril de 2013

Café forte e cabeça fraca


Ando me alimentando mal
mas não faz mal,
eu faço o bem
só não sei pra quem.

Talvez para os outros,
os que se alimentam bem.
Bem, eu acho.

Só não acho mesmo
o caminho de quem sozinho
passa fome.

O nome do estômago
tem outro nome
e eu não imagino
porque estou falando disso.

Há muito que sinto a barriga roncar
na miséria soberba de minha ignorância.
Uma mistura de isolamento moral
com afastamento do céu.

De certo meu domingo é o véu
que cobre o sono de quem é cego.


Ígor Andrade

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2 comentários:

Keylla Bins disse...

São as famosas letras que nos deixam sem palavras...muito bem sentidas, muito bem escritas. Ótima inspiração...e prá mim, uma boa reflexão. Parabéns, amigo das letras.!

Keylla Bins disse...
Este comentário foi removido pelo autor.