segunda-feira, 23 de março de 2015

Segunda de segunda


Tão confortável
quanto a morte

a tarde
se espreguiça
em silêncio.

Um adeus
sem deus

num paraíso alagado.

Um pedido
esquecido
e afogado.

Choveu!
Nem vi.

Que todo bocejo
não seja
enganado
pelo sono perdido.


Ígor Andrade

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Um comentário:

Marcelino disse...

Filosófica essa última estrofe: o que prenuncia pode ser falseado pelo que se perdeu? Teu texto diz que sim.