quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

E o mundo ficou quieto


E o mundo ficou quieto.
Ou nem tanto.
Esqueci de lavar o prato
e engoli o pranto
que já não existe mais.

O que foi ruim
deixo para trás.
Pra mim tanto faz
quem não fez
o que quis de mim.

Ando meio assim:
sem andar muito.
Amo muito
ou esqueço o que vou fazer.

Quero crescer, morrer, nascer...
Não sei ser
de outro jeito.
Eu fecho a cara para explodir o peito
de desejo.

Quero a boca
o colo
e o beijo
da mulher de minha vida.

Minha ida
para a sociedade dos poetas amantes!

A vida sem os seus conservantes
perde a cara e a hora.

Eu não posso esquecer do que sinto agora.

O mundo lá fora
é podre demais.
Encontrei a paz
sem querer.


Ígor Andrade

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Um comentário:

Marcelino disse...

Bela declaração de amor. E tu vais a cada texto te superando, neste, por exemplo, o jogo entre pranto/prato, trás/faz/fez, e andar muito/amo muito, ficou muito legal. Valeu.