domingo, 18 de janeiro de 2015

Ressaca sem (a)mar


O dia se arrasta.
O dia me afasta
de tudo que amo.
Eu não reclamo
e procuro passar com o dia.
Bem devagar.

Divagar
sobre a vaga
que perdi na faculdade de educação física.

A falta de nexo e química das relações humanas.

Não existe física na saudade.

Meu dia é confusão!

Os outros não vão
entender o que é o domingo pra mim.

O dia é assim:
quase noite.

Escureço!


Ígor Andrade

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2 comentários:

Jéssica Monalisa disse...

Bom escrever sobre essas confusões internas... tentar entendê-las ou, pelo menos, expressá-las... Enfim, lembre que o domingo ainda pode ser bom, poeta. Uma boa noite pra tu.

Marcelino disse...

Muito bom. Deveras, não existe física na saudade.existe o físico, o orgãnico, o que pulsa, não o que calcula.