terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Poema de segunda


O dia não é diferente.
Mas os olhos de criança se renovam.
A vida é invenção incansável.
Sempre.

Procurar um sorriso num desconhecido
não deveria ser obrigação de ninguém.
Ódio não faz bem pra pele.

Uma calçada sim outra não.
O mundo está cada vez mais sujo.
Muita gente pedindo perdão.

Deus é um carro do ano que buzina como se não houvesse amanhã.
A contramão da rua enfrenta a cegueira dos homens.
A miopia beira a faixa de pedestres.

Todo nascimento oculta poesia na maternidade dos silêncios.
Tudo que não cala não pode colar o vazio.


Ígor Andrade

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