segunda-feira, 3 de novembro de 2014

E isso é tudo


O dia sorri lentamente
em uma calçada
de silêncios
meus.

Tudo que enxergo.

O domingo perfeito
não tem ego.
Mas tem vento e calor.
E eu gosto mais do fim de tarde...

Toda arte que tenho
e algumas dúvidas para amanhã.

Sair da caverna ou entender minha escuridão?

Minha barba é minha revolução.
E quem sou eu?

Trinta e três anos de estranhezas e perturbações!

Minha esperança monetária se foi.
Ansiolítico no nervo óptico
sem otimismo ou orientação.

Eu sou?
Os outros, não.

O domingo é minha salvação
e eu nem aceitei Jesus.
A luz
no fim do túnel
quem criou foi Thomas Edison
e Edison sonhava.

Alguns sonham demais.
Outros, são.
Quem sou
eu?

Confusão é nascer.

E para cada sujeito doente
existe uma pessoa demente
que faz psicologia.

Eu queria mais.
Eu poderia mais.
Eu faço de menos.

Nem céu nem inferno
hoje
apenas inverno
que vem
quando toco o chão.

Cheguei a triste conclusão
de que estou onde deveria estar:
vivo.

E isso é tudo.


Ígor Andrade

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