quarta-feira, 1 de outubro de 2014

(Pa)ciência


(Escrevi, mas vou apagar logo menos.)

Começo a enxergar o mundo
diferente.
Com indiferença.

Não conheço o outro.
Nunca conheço o outro.
Não tenho crença.

Mas cresci.
E agora posso entender a escuridão
das pessoas.

Cada um com sua cruz.
Eu com minha poesia.

Ponho o dia
na mesa
antes de amanhecer.
Não sinto fome.
Amanheço a noite
sem dor e nome
para esquecer
quem não me esquece.

A vida merece
algo mais que memórias.

Tudo que existe é presente.
E estou ausente
e sinto.

O que faz do homem
um sujeito homem
é o poder de alimentar esperança.
(Será?)


Ígor Andrade

____________________________________________________________________________