sábado, 16 de agosto de 2014

Escrevi hoje mas deleto amanhã


O amor mora
em todo sujeito
sem jeito.
De peito
aberto.
Tudo perto.
Passo longe.

O amor é aonde
sem ainda.
A ida.
Coisa linda!
Sem volta.
Se não prende
solta.

Uma dança estranha.
Sem graça.
Se não é presa
é caça.

Pé de valsa quebrado
na esquina.
O amor é a cocaína
do pobre.

O amor vive na pausa
e descobre
que cada coisa
não tem causa.
E nem tem casa.

(Meu amor tem asa,
mas não voa!)

Vou pra rua... à toa...

Porque o amor mata.
Se não mata,
maltrata.
E faz a gente desistir de amar.
Amor nenhum tem lugar
mas tem tempo.

Tem tempo...

(...)
O amor não é
coisa moderna.
O amor não é
Roma Antiga.


Ígor Andrade

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3 comentários:

Nadine Granad disse...

"Não deleta!" - contesta a poeta
Que poetisa tá mais para Monalisa,
Parada esperando príncipe,
...Mais fácil que caia a Pisa...

Sensacional os trocadilhos, o jogo sonoro e visual!...

Beijos =)

Nadine Granad disse...

"Não deleta!" - contesta a poeta
Que poetisa tá mais para Monalisa,
Parada esperando príncipe,
...Mais fácil que caia a Pisa...

Sensacional os trocadilhos, o jogo sonoro e visual!...

Beijos =)

Fabio Rocha disse...

Caraca, manobrow, se superou!