segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Porque leio Neruda


Dedico meu desinteresse a primeira segunda-feira do ano.
Onde acordei sem minha mulher
e decidi caçar meu apetite por aí.

Não quis sair de casa.
O pássaro sem asa
gosta do ninho que sua imaginação construiu.
O mundo se exauriu
da gente
mas aqui possuo o infinito no meu quarto.

Meu joelho dói
e minha preguiça corrói
gerações de desocupados.

O futuro é um passado
que nunca existiu.

Hoje
gostaria de adiantar as horas
e me exercitar um pouco.
Mas tenho medo da morte.
Hoje.


Ígor Andrade

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