quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

2014


Aquela arrumação de sempre.
Minha vontade de não fazer nada.

Enquanto o povo mal educado faz barulho,
o ano novo não liga pro meu silêncio.

Por que devo pensar diferente que este agora pode ser melhor?
O que eu quero da vida que não tenho?
Quem no mundo tem uma mulher como a minha?

Bebo minha cerveja com um sorriso amarelo.
Lamento as cifras gastas com fogos de artifício.
O povo é uma manada que não quer mudar.

Meu ano começou faz tempo.
Todo tempo é relativo mesmo.
Meu relógio é a poesia.
E a poesia não tem hora.

Preciso criar muito mais.
Sou o cara que nasceu no lugar errado.
O dia de amanhã salgado
antes da uva doce da meia-noite.


Ígor Andrade

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Um comentário:

Marcelino disse...

Que belo texto pra começar bem o ano, hein?