sexta-feira, 27 de setembro de 2013

O que eu vivo não importa.


O que eu vivo
não importa.

Abro a janela
e fecho a porta.

Nem tudo é certo.

E nem de perto
o sorriso de dentes brancos
vale algo com mau hálito.

Hábito de sentir
mas não saber dizer.

Porque no âmbito da dor
habita um querer ser.

E sou só.
E estou só.

Antes só, do que mal acompanhado?
Não sei.
Antes o pó, do que um pobre aleijado
em sua solidão.

Navega quem tem disposição?
Não.
Navega quem sabe afundar.

Quem sabe eu aprendi a caminhar
sozinho por uma vida torta.

O que eu vivo não importa.


Ígor Andrade

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Um comentário:

Marcelino disse...

Gostei dessa: "Navega quem sabe afundar", coisa de troiano, coisa de pessoa pra Pessoa